domingo, 30 de janeiro de 2011

Corticóide inalatório: efeitos no crescimento e na supressão adrenal.

Um artigo publicado em julho de 2005 relaciona com embasamento científico alguns efeitos do corticóide inalado com o crescimento e o bom desempenho da glândula adrenal.

O artigo pode ser visualizado no link abaixo.

Eis aqui alguns trechos do artigo:(OBS: todos os trechos entre colchetes e em itálico, não pertecem ao artigo, são comentários feitos pelo aluno.)





"Resumo: Este artigo é uma revisão da literatura médica sobre os corticosteróides inalatórios e seus efeitos no crescimento e na supressão adrenal em crianças e adolescentes. Utilizaram-se o Medline e artigos publicados em jornais científicos nacionais e internacionais, principalmente nos últimos cinco anos, para a revisão da literatura. 
Há controvérsias acerca dos efeitos colaterais dos corticóides inalatórios. Nos 21 estudos sobre crescimento e uso de corticóides inalatórios,"  [O estudo foi realizado com 1.041 crianças, utilizando budesonida, nedocromil (corticóides comumente utilizados em tratamentos de asma e rinite não-infecciosa) e placebo(grupo controle).]  "notou-se que houve diferença significativa no primeiro ano (retardo de 1 a 1,5 cm) quando se utilizou principalmente beclometasona e budesonida inalatórias, mas não se verificou diferença na altura final adulta quando estudos de mais longa duração foram conduzidos, fazendo-se relação com a altura dos pais. Entretanto, em dez artigos sobre uso de corticóide inalatório e supressão adrenal, foram relatadas hipoglicemia, parada de ganho de peso e altura, e alterações nos exames de cortisol sérico matinal e urinário de 24 h,"  [Evidências em número considerado relevante para a pesquisa científica.]  "principalmente com uso de doses altas de corticóide inalatório. 
Corticóides inalatórios podem diminuir o crescimento no primeiro ano de uso, mas não a altura final adulta. São necessárias mais pesquisas com longo tempo de acompanhamento de crianças em uso de corticóide inalatório para se avaliar o impacto sobre o crescimento final. Monitorar a altura é uma medida para se avaliar eficácia e segurança no uso de corticóide inalatório em crianças. Exames que avaliam o eixo hipotalâmico pituitário adrenal e a insuficiência adrenal devem ser correlacionados com sintomas clínicos ou efeitos colaterais."
(...) 
[Após discorrer sobre os efeitos no crescimento e no desempenho adrenal, os autores também enfatizam a existência de fatores que influenciam na absorção do medicamento pelo organismo, tais como o tipo de medicamento (a taxa de absorção no fígado é diferente), o tipo de inalador utilizado, etc.]
"Conclusões: Os autores concluem, após a revisão da literatura, que há diferença significativa na altura no primeiro ano em uso principalmente de beclometasona e budesonida inalatórias, não se verificando diferença na altura final adulta quando estudos de mais longa duração foram conduzidos ou quando se fez relação do crescimento com a altura dos pais."  [Ou seja, na maioria dos casos, apesar de haver uma diferença de altura enquanto criança, após a puberdade ela atinge a normalidade.]  "Entretanto, em dez artigos sobre casos de supressão adrenal foram relatadas hipoglicemia, parada de ganho de peso e altura e alterações nos exames de cortisol sérico matinal, principalmente com o uso de doses altas de corticóide inalatório. Corticóides inalatórios podem diminuir o crescimento no primeiro ano, mas não a altura final adulta.
Após a revisão destes artigos conclui-se que para se manter a eficácia dos corticóides inalatórios com segurança, as crianças devem ser acompanhadas com monitoração de altura. Se houver uso de altas doses ou diminuição do ritmo de crescimento, devem ser realizados exames para avaliar a função do eixo hipotálamo-hipófise adrenal para detectar e, se for o caso, tratar a insuficiência adrenal. São necessárias mais pesquisas por longo tempo de acompanhamento de crianças em uso de corticóide inalatório para se avaliar o seu impacto sobre o crescimento final. Monitorar a altura é uma medida para se avaliar a eficácia e segurança do uso de corticóide inalatório em crianças. A relação dos exames para se avaliar o eixo hipotalâmico pituitário adrenal e insuficiência adrenal necessita de melhor elucidação quanto à correlação com sintomas clínicos ou efeitos colaterais. (...)"


Bibliografia: www.scielo.br/scielo.php?pid=S1806-37132005000400012&script=sci_arttext
Todas as referências bibliográficas estão contidas no link.


Postado por: Matheus Naves Gonçalves.

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